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A Igreja e o Jovem?

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Nessa frase cai bem o ponto de interrogação. Aliás, só ele cabe, pois a exclamação é imprópria para um tempo que não é de admiração e o ponto final está em desacordo porque ainda estamos longe de concluir esse assunto.

Não há motivos para nos extasiarmos, pois de forma geral há uma distância quilométrica entre o jovem e o perímetro eclesiológico. A igreja, salvo algumas exceções, caminha por estradas diferentes das que a juventude tende a se aventurar. Além disso, inúmeras adotam um ritmo lento demais para acompanhar as novas gerações.

Nem ao menos nós, a igreja, olhamos para onde estamos indo. Somos fortemente influenciados a seguir pelo trajeto mais comum, mais fácil e mais largo mesmo sabendo que essa opção foi condenada por Deus.

Embevecemos-nos com estratégias e métodos que dão certo por aí e esperamos que cheguem ao nosso aprisco como soluções para todos os problemas. É largo copiar e colar a ideia do vizinho. Entretanto, é estreito criar.

A igreja se afasta do jovem quando o trata como mais uma tarefa que precisa ser delegada e realizada por alguém, isolando-o da sua agenda. Não é difícil achar igrejas nas quais a juventude não é vista como o presente. Nestas comunidades as novas gerações são por vezes, mesmo sem querer, caladas, maquiadas e estereotipadas. Sendo claro, acreditamos que cânticos no culto da noite, acampamentos bem animados e um rodízio de pizza de vez em quando bastam. São importantes, mas não essenciais.

Essencial é a igreja fazer parte da vida do jovem e acompanhar as mudanças que ele sofre quando enfrenta a pressão social de se realizar no aspecto profissional e financeiro a qualquer custo, quando é desafiado a ser santo em uma sociedade na qual a pureza é tida como relativa e ao se deparar com um mundo sem respostas no qual percebe que a sua “independência” não é suficiente.

A responsabilidade maior nesse processo é, sem dúvida, da igreja. O jovem, no entanto, deve encarar a Igreja e o mundo de outra maneira. Ele deve, parafraseando G.K. Chesterton, se questionar se é capaz de odiar o mundo o bastante para mudá-lo e, no entanto, amá-lo o bastante para achar que a mudança vale a pena. No entendimento de que o mundo a ser odiado é tudo que há em notável desacordo com o eterno propósito de Deus e o mundo a ser amado são os homens e mulheres criados por Deus e por ele profundamente amados na cruz, o jovem tem de ver o seu universo como o lugar no qual Deus o quer atuando em sua temporal missão.

Assim, ao invés de ver a Igreja como apenas mais um item do seu calendário semanal, tem de perceber que ela deveria estar permeada em toda a sua rotina. Afinal, falamos de igreja não como o edifício que visitamos aos domingos, mas como o selo que nos identifica num mundo entregue ao caos e à desordem.

A Igreja tem de perceber que os jovens são o futuro dela. Porém, prefiro afirmar que o próprio jovem deve olhar o horizonte da Igreja como o alvo da sua conquista.

A relação está desgastada. Porém, como foi dito no início, ainda falta muito para colocarmos um ponto final. A Palavra ainda me diz que Ele é fiel para completar a obra que um dia começou. E é nessa promessa que sobrevivo plantando, chorando e colhendo.

Texto produzido para a edição de O Jornal Batista especial sobre a juventude, que você pode baixar na íntegra, em pdf, aqui

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Arte, cultura e espiritualidade. Um encontro de artistas cristãos mais preocupados com o Reino de Deus do que com o mercado “gospel”. Um espaço para apreciar, discutir e engajar-se na Beleza da Verdade e na Verdade da Beleza. Uma oportunidade de crescimento para músicos, cantores e ministros de louvor e adoração que desejam enfrentar a mediocridade e a mesmice.

QUANDO e ONDE:

1º e 2º de maio, na Igreja Batista Itacuruçá.
1º de maio – início da programação às 17h, até a noite
2 de maio – início da programação às 10h, até a noite

Igreja Batista Itacuruçá
Praça Barão de Corumba, nº 49
Tijuca

QUANTO:

Nadica de nada, zero, na faixa, de graça mesmo.

ARTISTAS CONVIDADOS:

Jorge Rehder
Gerson Borges
Jorge Camargo
Roberto Diamanso
Stênio Marcius
Silvestre Kuhlmann
Glauber Plaça
Eduardo Mano e Banda
Palavrantiga
Elly Aguiar
Fabinho Silva (atualizado em 23/04)

PROGRAMAÇÃO:

Sexta, 1º de maio

17h: Abertura
17h45 – 20h30: Shows
Palavra Antiga, Roberto Diamanso, Stênio Marcius e Silvestre Kullmam
20h30 – 22h30: Café musical

Sábado 2 de maio

10h30 – 12h50: Devocional, Shows com Fabinho Silva e Eduardo Mano e Banda, Palestra Formativa com Jorge Camargo
13h – 14h30: Almoço
14h45 – 20h30: Talk Show, Shows com Elly Aguiar, Glauber Plaça, Gerson Borges, Jorge Rehder e Jorge Camargo
20h30 – 22h30: Café musical

Para outras informações, bem como maiores detalhes da programação, entre em contato com o Daniel Bravo através do e-mail bravoduarte@gmail.com

ALIMENTAÇÃO:

Na sexta e no sábado à noite teremos cantina funcionando. Não serviremos almoço no sábado, mas há inúmeros estabelecimentos gastronômicos próximos á Igreja, e com um bom planejamento, dá para ir ao shopping center mais próximo. Caso queira se programar com antecedência, escreva para mim (bravoduarte@gmail.com)

O dia do Vasco

Soube que foi decretado o dia oficial do Vasco da Gama: Segunda.

Não há como não notar, mesmo com o curto tempo de vida que tenho, as mudanças litúrgicas que a Igreja Brasileira sofreu nos últimos 10 anos. Se olharmos para os cultos, percebemos que o neopentacostalismo surge não apenas como mais uma denominação dentro do cristianismo, mas também como uma tendência. Na minha opinião, e nela baseio o que acabei de afirmar, o neopentecostalismo é uma resposta a uma necessidade gritante do homem pós-moderno ou moderno. Eu me refiro a profunda fome que o homem sente de Deus. Em uma era onde Deus sai do centro e o ponto de referência divino depende da sua própria escolha religiosa, essa fome, que é mais profunda do qualquer outra coisa, fica muita mais difícil de saciar. Afinal, estarei eu fazendo a escolha correta? Nesse caminho não é possível medir a escolha pela verdade absoluta. Pois ela não existe. É necessário, portanto, recorrer ao que resta, ao sentir. Pois se o que sempre foi entendido como verdade está, agora, sub judice, então me resta apenas aquilo que eu posso comprovar. Entram, pois, em cena, os nossos sentidos e se estabelece a religião do sentir. Como, pois, o cristianismo ficaria de fora dessa? Como pregar Jesus Cristo sem uma prática que exalte o sentir? Ou em outra leitura, como pregar uma verdade que não seja guiada pelo hedonismo? É preciso, portanto, criar a religião do consumo que atende ao ser consumidor que paga para sentir prazer. E que, naturalmente, trata com Deus no mesmo nível das relações comerciais, para que, se algo não sair como previsto (leia-se pedido ou determinado), ele possa, com razão, reclamar seus direitos. Mas graças à graça preciosa de Deus isso não é o fim.

Lutando contra a desesperança e o pessimismo,

Daniel

A Metanóia coletiva

[Para o Pedro]

Cada um, cada um. É assim que dizemos, quando, entre outras coisas, queremos destacar a nossa indivualidade. Termo, que ao contrário do que muitos pensam, não é sinônimo de individualismo. O primeiro significa a valorização do conjunto de qualidades que constituem um único indivíduo, a sua originalidade; e o segundo a falácia de poder existir separadamente, de ter os seus direitos sobre os da sociedade. Contra a metanóia do Espírito está o individualismo. Nesse texto eu estou falando de ser igreja. Estou me perguntando, assim como Chesterton, se o homem comum é capaz de odiar o mundo o bastante para mudá-lo, e, no entanto, amá-lo o bastante para achar que a mudança vale a pena. No entendimento de que o mundo a ser odiado é tudo que há em notável desacordo com o eterno propósito de Deus e o mundo a ser amado são os homens e mulheres criados por Deus e por ele profundamente amados na cruz. Ser Igreja é ser Metanóia [ou vice-versa]. É levantar a cabeça e parar de olhar para o belíssimo umbigo que eu tenho.

Essa mudança se dá no contexto cultural e temporal no qual vivemos e no qual a igreja estamos inseridos. A Metanóia deve afetar o nosso coração e nos proporcionar a visão da sujeira que invade o mundo e suja os nossos sapatos porque também estamos nele. No mundo estamos e no mundo devemos ser luz e não uma penumbra que radia uma claridade que ao mesmo tempo ilumina e encoberta. Ou somos luz ou trevas. Quando somos individualistas somos igreja somente no domingo, porque no fundo, nos basta. Em contrapartida, quando vivemos pela coletividade abrimos mão do exclusivismo da Igreja e convidamos o mundo [o que deve ser amado] para o nosso meio. Toda criação aguarda ansiosa pela manifestação da glória de Deus em nós. Todos nos observam e esperam que sejamos olofotes. A responsabilidade é nossa. Ser Igreja é entender que nosso viver é a melhor estratégia de proclamar as boas notícias da salvação. Os pés formosos são aqueles que por onde passam deixam pegadas de alguém transformado [Rom 10:15]. Nesse contexto as palavras não são tudo. Fico com o exercício proposto por Nietzche quando ele diz que se mais remidos se parecessem com remidos, mais fácil me seria crer no redentor.

Em Cristo,

Daniel

Eu estava lá. Cheguei por volta das 20:30. Quando entramos o Monobloco estava cantando “Hu, Hu, Hu, que beleza…”. Acreditem, essa foi uma das melhores partes do jogo. É claro, sem contar do show que a Fabi dava em cada raríssimo lance do ataque brasileiro. Poucas vezes assisti um jogo tão chato. O pior não foi o resultado. Poderia até perder. Se o jogo fosse bonito, valeria mais a pena. E ainda tivemos que aturar a torcida colombiana comemorando, o que me fez pensar se empatar com o Brasil ainda pode ser considerado vitória.

Preferindo torcer pelo Bota,

Daniel

Depois de 32 dias

Depois de 32 nada sabáticos dias, estou novamente escrevendo. Não pensem que passei esse pouco mais de mês em plena vagabundagem intelectual. Pelo contrário, acredito que nunca tenha lido tanto em tão pouco tempo. Infelizmente não fui capaz de refletir meus esforços aqui no blog. Cheguei até pensar em deixar de lado. Mas confesso que também não tive coragem. Evitei ver as estatísticas para não ser influenciado nem pelo prestígio e nem pelo abandono. Vamos ver no que vai dar. Talvez não dê em nada, mas estou disposto a tentar mais uma vez. Espero conseguir, ainda essa semana, dar continuidade a discussão sobre a Metanóia.

Em Cristo,

Daniel

A Metanóia individual

Metanóia [termo grego] significa transformação do pensamento ou do carárter. É quando a mudança acontece do lado de dentro. Essa mudança fica muito clara no texto de Romanos 12:2 – Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele. O evangelho de Cristo é uma navalha que não vem para cortar a carne, mas dilacerar a sujeira do coração. Essa Metanóia que o Espírito Santo opera é na mente porque a razão em algum momento e em algum grau justifica a ação. Portanto, quando Deus assume o controle da mente o efeito colateral é [ou deveria ser] percebido no trabalho, na pelada, no ônibus, na prova, na madrugada, na hora da pergunta “vai berber o quê?” ou/e no grau de sinceridade que se diz eu te amo para alguém. Na suas expressões o ser humano é capaz de contar quase tudo sobre o seu interior.

Na transformação de uma mente enferrujada pelo pecado em uma mente limpa pela graça, o homem não vira outra pessoa com outro passado ou outra personalidade. A sua história, que constitui o que ele é hoje, já foi escrita. O que muda é o futuro, esse sim, está em construção para ele. E nesse novo e vivo caminho que se inicia, a mente não é mais dirigida pelo torto coração do homem. Os “metanóias” cantam “Não sou eu quem me navega, quem me navega é o Senhor Jesus Cristo.”

Para a mudança da mente, todo o corpo deve ser ofertado a Deus. Essa é a condição sem a qual não há metamorfose. Diferente da idéia de Platão, que condena a matéria e a separa da alma, trava-se a luta por uma espiritualidade autêntica de contemplação que envolva corpo e alma. Fé e razão. Lugar secreto e cotidiano. Domingo e segunda-feira. Essa Metanóia é individual porque fala do auto-exame e da consagração. A mente deve ser consagrada a Deus, mas precisa ser também consagrada em profunda reflexão sobre os caminhos da alma e do coração.

Orando pela minha metanóia,

Daniel

O que eu cobro e não cumpro

O que eu prego e não pratico

Espiritualidade, oração e louvor

O que eu ensino e não vivo

O que eu prescrevo e não realizo

O que eu recomendo e não experimento

Espiritualidade, oração e louvor

O que eu canto e não encarno

O que eu poetiso e não substantiso

O que eu celebro e não desfruto

Espiritualidade, oração e louvor

O que eu peço e não ofereço

O que eu propago e não verifico

O que eu alardeio e não alimento

Espiritualidade, oração e louvor

O que eu profetizo e não colho

O que eu semeio e não frutifico

O que eu Anuncio e não toco

O que eu Exigo e não concretizo

O que eu Publico e não interiorizo

O que eu Falo e não faço

Espiritualidade, oração e louvor

Poema escrito por Gerson Borges e citado durante sua pregação na semana jovem na IBAB [Igreja Batista Água Branca]. Áudio disponível para download aqui.

O nosso passado

Sim, Somos construções do nosso passado e da nossa história. Nossa formação se dá mediante a universalidade de percepções que adquirimos enquanto crescemos. Algumas delas deixam pequenas marcas, mas deixam. outras, deixam rastros visíveis. mas Se somos o que éramos então seremos o que somos. E se o que fomos um dia , ao contrário da esperança do futuro, nos traz amargas recordações, basta a graça de Deus que nos diz que mesmo o nosso passado não sendo mutável, o nosso futuro pode. Isso porque se estamos em Cristo há uma novidade de possibilidades. Os rumos são modificados para que a história se renda ao poder de Deus. Mas não somos prisioneiros do nosso passado? Pela graça de Deus não. mas filhos sim.

Por que?

Me pergunto por que algumas músicas em inglês são tão boas de ouvir até você saber a tradução e por que alguém faz isso com a própria vida.

Eu invejo

Inveja não é coisa boa e eu sei disso. Mas as vezes não dá pra não desejar algo de alguém. Se bem que coisas de tocar não é bem o que eu “invejo”. Eu invejo aquilo que costumamos chamar de virtudes. Eu invejo quem é organizado. Quem tem disciplina para guardar dinheiro e fazer dieta. Quem escreve bem e quem consegue ler muito. Quem não se embola com seus milhares de pensamentos. Quem gosta de ouvir sua própria voz. Quem sabe cantar e tocar ao mesmo tempo. Quem canta no seu prórprio casamento. Quem sabe instalar ventilador de teto e consertar a torneira da cozinha. Quem atualiza o Blog todo dia e ainda estuda para as provas. E principalmente eu invejo quem sabe fazer tudo isso ao mesmo tempo e ainda é bom de bola. Mas eu no fundo, não gosto de chamar de inveja isso que eu sinto porque eu não quero que quem tem isso deixe de ter. Eu só queria ter também.

[Aos preocupados, não fiquem. Isso está longe de ser um desabafo deprimido. Estou apenas escrevendo.]

A propósito, acho que eu não sinto isso sozinho.

Atualizando….

Daniel

Pai nosso

Papai amado, tu que habitas nos céus,
Hoje tua morada, em breve, nossa.
Teu nome é Santo, maravilhoso, poderoso,
Majestoso, tua grandeza não pode ser fielmente
descrita por nenhuma expressão de louvor! Glória ao teu nome!
Põe-me sob o teu reinado, sejas sobre mim Senhor.
Meu coração eu te dou para que tu sejas Rei sobre ele.
Reina sobre meus atos, minhas palavras, minhas emoções,
meus erros e meus acertos.
Faz a tua vontade na minha vida,
Seja a minha vida não uma utopia, mas uma vida concreta
e real de amor por Ti e dependência da tua direção.
Que a cada dia eu possa comparecer diante do teu altar e ali,
despojar-me das minhas vontades e dar lugar ao teu querer que é perfeito.
O pão diário me dá condições de conquistá-lo.
Dá-me forças para correr atrás.
Supre as minhas necessidades e ensina-me a fazer a minha parte.
Faz-me andar por sobre as águas, mesmo quando os ventos
soprarem contra meus olhos diminuindo minha visão do horizonte
no qual teus braços estarão sempre abertos aguardando-me com amor maior.
Perdoa-me. Eu preciso do teu perdão.
Gera compaixão e amor em meu coração, eu preciso perdoar e ser perdoado.
Não me deixe ceder á tentação, me dá vergonha na cara para dizer não.
Não me deixe ficar longe de Ti quando eu disser sim mesmo querendo dizer não,
ou mesmo quando eu quiser dizer sim; antes me leva ao arrependimento.
Traz-me junto a Ti, pois não sou nada sem você.
Meu coração é Teu, vem e toma o teu lugar.
Em nome de Jesus, amém.

Aprendendo com Jesus…

Daniel

Deus sempre vem

Eu penso que no fundo no fundo nossa sede é mesmo sempre de Deus. Pedimos tudo. O que precisamos e o que não precisamos. Esperamos o sim e se vem o não, a não, aí não. Mas o que na verdade estamos pedindo sem perceber é uma fuga de todas as horas do dia que não percebemos Deus. Melhor seria se Deus, para nós, estivesse mesmo na criação. Mas somos afoitos demais para esperar senti-lo no ar que mal conseguimos lembrar que existe. Os olhos fechados de alguém dizem mais do que o momento da súplica ou da gratidão. Esses olhos falam do escuro que alguma alma está se lançando em busca de mais de Deus. Escuro não porque Deus talvez não esteja lá. Porque ele sempre está. Escuro porque a nossa vida é desse jeito mesmo. Turva. Mas quando nos arremessamos em Deus, a graça [graças por ela] arranca as escamas e as traves e aí o céu fica mais azul. E Deus aparece. Muitas vezes sem falar nada. Mas aparece. Que bom que Ele vem. Nem sempre nós vamos. Mas Ele sempre vem.

Desabafando…

Daniel

A minha mente trabalha muito bem com imagens. E em dias olímpicos natural é que as imagens, pelo menos a maioria, sejam também. E uma, que eu tenho como preciosa, é a desse coroa de barba branca da foto. Mas porque me lembrei logo dele? Será alguma semelhança com meu pai ou com o patriarca Moisés [segundo algumas capas de livros]? Na verdade me lembro porque ele e essa história [Essa foto faz referência -imagino que você ainda se lembre disso - a maratona que o atleta brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima corria em Atenas, com grandes chances de conquistar a medalha, e foi estupidamente interrompido por um desocupado] me fazem pensar que existem três tipos de pessoas [ou três atitudes]. A primeira é igual a multidão que apenas assistiu. A segunda é igual ao coroa que se incomodou e saiu do seu lugar. A terceira é igual ao atleta que continuou. Nem de longe [só um pouquinho] minha intenção é dizer quem é mais. Só quero mostrar quem é quem. Foi bom me ver nesse lugar, nessa hora, nesse dia, nessas condições.

Quando o Vanderlei corria, e imagino que bonito espetáculo era, a galera, de boca aberta, se admirava com a beleza do seu esforço e da sua garra. Mas aí aconteceu. E agora? Agora eu fico aqui vendo. Acho que foi mais ou menos isso que a multidão pensou. Aqueles que ficaram antes da corda desfrutaram do que viram. Mas só do que viram. Porque participar só de longe e no grito. O lance é que teve, e sempre tem, alguém que não aguentou a agonia de só assistir. Foi o que o vovô fez. Ele não precisava [na verdade, precisava sim. Coisa que só ele achava] mas saiu do seu lugar para tentar ajudar o nosso atleta brazuca. Tudo bem que ele não salvou o ouro. Mas era mesmo isso que estava em jogo ali? Acho que era muito mais. E o nosso atleta? Do nosso atleta eu só quero repetir que Ele continuou. Poderia ter parado, mas ele continou.

[mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus -- Filipenses 3:13 e 14]

Continuando…

Daniel

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